Tudo o que se sabe sobre a próxima versão do Windows 11

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O Windows está para receber uma das maiores renovações da sua história, porém, ela não parece se resumir em uma simples atualização. Depois de rumores, pistas e os vazamentos desta terça-feira (15), há quase certeza de que o Windows 11 é o grande mistério que a Microsoft guarda para o evento do dia 24 de junho, em que prometeu finalmente revelar “a próxima geração do Windows”.

Em julho de 2015, o Windows 10 foi oficialmente lançado e, diferente das edições anteriores, a estratégia da Microsoft era alastrar a nova edição do SO até quando fosse possível. Usuários do Windows 7, 8 e 8.1 poderiam atualizar para o sistema gratuitamente e, por muito tempo, até cópias ilegítimas do software poderiam ser reconhecidas pela Microsoft sem custo. Logo, a Gigante de Redmond anunciou: essa seria a edição definitiva do Windows.

Novo Windows adotaria características do abandonado Windows 10X (Imagem: Windows/Unsplash)

Entretanto, nos últimos meses, algo soou diferente em relação à próxima atualização do Windows 10 (até então conhecida como Sun Valley). Primeiro, foram mudanças visuais no SO do programa Insider; segundo, o fim prematuro do Windows 10X, cujos avanços seriam diluídos em outros produtos da companhia; e, por fim, as declarações de executivos da companhia e pistas em materiais promocionais.

Então, em 15 de junho, um suposto Windows 11 caiu na rede. O sistema foi flagrado em fóruns populares na China e rapidamente o vazamento, que era composto por capturas de tela e algumas pistas, revelou ser um arquivo inteiro de instalação com o sistema na íntegra.

Data de lançamento do Windows 11

Por se tratar de um rumor, pouco se sabe sobre os planos da Microsoft para o lançamento do Windows 11 — nem mesmo se ele realmente terá este nome. A atualização do Windows 10, a Sun Valley — da qual surgiram as suspeitas de que seria um novo SO — tem lançamento previsto para outubro de 2021. Portanto, dá para presumir que a aguardada estreia acontecerá no mesmo período.

Um possível novo Windows

A Microsoft sempre deu relevância para as compilações semestrais do Windows, especialmente quando eram embarcadas por novidades maiores como o painel dedicado para jogos (do atalho Windows + G), mudanças de interface ou melhorias gerais na experiência. Cada uma delas sempre foi um prato cheio de adições interessantes, mas a próxima atualização está com uma abordagem diferente.

Durante a Build 2021, a companhia dedicou um momento breve para conversar sobre o Windows 10. Nesse instante, pelas palavras do próprio CEO da Microsoft, Satya Nadella, foi revelado que o sistema receberá uma das “maiores atualizações nesta década”. O executivo afirmou que já experimenta a compilação e prometeu mais informações em breve.

Dias depois, a companhia agendou o tão aguardado evento em que contaria mais sobre o sistema operacional. A conferência acontecerá em 24 de junho, às 11h no fuso local (12h no horário de Brasília). Um horário fora do comum para esses eventos e, curiosamente, faz referência ao número suspeito.

Ao lado disso, a ilustração que divulga o evento mostra uma janela (brincando com o nome “Windows”) em que raios de luz entram de fora para dentro. A logo do SO, que conta com uma cruz ao centro, não estaria projetando uma sombra de forma precisa, deixando apenas duas barras sem corte na horizontal — e isso seria mais uma referência ao número onze.

Vale lembrar também do curioso vídeo relaxante liberado pela Microsoft em que ela compilou sons de inicialização do Windows 95, XP e 7 com velocidade reduzida em 4.000% e passados sobre paisagens de um vale ensolarado com duração exata de 11 minutos.

Fim da linha para o Windows 10

Há pouco tempo, circulou na internet a Microsoft anunciou o fim do suporte para o Windows 10. De primeira, essa informação concretiza que há algo escondido nas mangas da companhia para substituir o sistema operacional atual, mas não é bem assim.

Quando foi lançado, o Windows 10 já tinha prazo de validade: 10 anos de suporte. Na época, a expectativa acerca do novo sistema operacional era altíssima e cada novo detalhe era devidamente noticiado por veículos de tecnologia. Uma das novidades mais importantes era que o sistema encontraria seu fim na fatídica data de 14 de outubro de 2025.

Windows de cara nova

Agora, voltando os olhos para os vazamentos, o Windows 11 seria uma das maiores transformações do sistema operacional — ao menos, visualmente. A Microsoft aposta em poucas mudanças em usabilidade, não indo muito longe do que os consumidores estão acostumados e mais gostam do Windows. Porém, dá para notar facilmente a influência do Windows 10X sobre ele.

Modo Escuro deve ser incluído desde a estreia do Windows 11 (Imagem: Reprodução/Rubziii)

De acordo com o que foi encontrado até agora, toda a experiência com o Windows seria retrabalhada, bem como acontece a cada geração do sistema. Há uma nova tela de boot, novo som para inicialização, experiência de instalação retrabalhada e, lógico, mudanças profundas de interface.

A barra de tarefas mudou, agora centralizada e significativamente menos lotada de ícones. O menu Iniciar está com o logo do Windows renovado, mas as outras figuras que compõem esse espaço também não parecem ter sido deixadas de lado. No geral, cada uma delas adota um visual minimalista e com grande distinção de cores. O Explorador de Arquivos recebeu algumas alterações nesse mesmo molde e parece mais enxuto.

O menu Iniciar do Windows 11

O conhecido menu Iniciar abandonou de vez os Blocos Dinâmicos do W10 e está em uma forma bem simplificada quando comparada à versão atual. Nele, encontram-se no topo os aplicativos fixados, um botão para visualizar todos os aplicativos e uma área de recomendados. As opções de energia (desligar, reiniciar e suspender) parecem estar escondidas em um botão no canto inferior direito da janela.

Cantos de todo o sistema foram arredondados, especialmente do menu de contexto (invocado pelo botão direito do mouse) sobre itens do novo sistema. Entretanto, as janelas continuam em formato original e o menu de Configurações está bem familiar em relação ao que existe no Windows 10.

Suposto menu Iniciar do Windows 11

Sim, o painel de controle convencional — aquele que a Microsoft parecia querer substituir de vez por uma solução mais moderna — existe em sua totalidade, segundo os vazamentos desta terça. Recursos básicos, como o prompt de comando, gerenciador de dispositivos, gerenciador de tarefas e o editor de registro foram preservados e estão da forma que os usuários conhecem.

Mudanças se desdobram por todo o sistema, incluindo uma série de novas animações, cores e um papel de parede inédito. Além disso, não será possível esperar muito pelo modo escuro, visto que ele deve estar presente direto no lançamento.

Foco nos desenvolvedores

Durante a Build 2021, a Microsoft anunciou que o Windows Subsystem for Linux 2 (WSL2) foi disponibilizado para todos os usuários do programa Windows Insider. O software, que basicamente viabiliza a execução de programas carregados com a interface do Kernel concorrente, seria um grande alento aos desenvolvedores que migram entre um SO e outro constantemente, seja através de máquinas virtuais ou mecanismos de dual boot.

WSL no Windows seria uma ferramenta auxiliar para desenvolvedores (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Supostamente, a Gigante de Redmond também desenvolve um emulador de Android. O engenheiro de design de software da Microsoft Hideyuki Nagase publicou atualizações no GitHub em que menciona tarefas pendentes para preparar o emulador do sistema do robozinho.

A maior das mudanças para os programadores, por sua vez, seriam as novidades da Microsoft Store. A companhia teria repensado a estratégia da loja de aplicativo do Windows para torná-la mais popular tanto para usuários quanto para desenvolvedores.

Loja da Microsoft tomaria uma nova abordagem para a distribuição de apps

Na abordagem, a Microsoft abriria as portas da loja para todos os aplicativos destinados ao Windows, a fim de permitir que usuários baixem qualquer tipo de software sem recorrer ao navegador. Programas que utilizassem métodos próprios para vender serviços e produtos digitais, inclusive, não precisariam contribuir com nenhuma comissão pelo uso da plataforma.

O Windows 11 será gratuito?

Se há pouquíssimas informações sobre o que está por vir, a estratégia de distribuição do sistema operacional não seria diferente. Ainda assim, ao olhar para trás para procurar pistas, é possível dar alguns palpites. O Windows 10 foi um grande acerto da Microsoft, alcançando cerca de 1,3 bilhão de PCs no mundo até o primeiro trimestre de 2021, e, se ela não quiser arriscar, a comercialização adotaria método semelhante ao de 2015. Afinal, não tem por que mexer em time que está ganhando.

Assim, a Microsoft deve anunciar a próxima geração do Windows também como um serviço, prometendo atualizações por longos anos e abrindo caminho para o upgrade sem qualquer custo. Notebooks e máquinas prontas teriam o novo SO instalado direto da fábrica e por aí vai.

Instalar o Windows 11 do zero, porém, não seria gratuito. Apesar de ser de grande vantagem para a Microsoft que todos usem seu sistema operacional, fazer uma instalação limpa ainda exigiria uma chave de autenticação — esta que pode ser adquirida na loja oficial da Microsoft. Ainda assim, a companhia evitaria fragmentar sua base de usuários e encorajaria a atualização por vários meios, inclusive pela ferramenta nativa de instalação, o Windows Update.

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