Transformação do modelo de trabalho exige adaptação da cultura organizacional

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Para reter e atrair talentos, organizações passam a medir o desempenho com base na realização de objetivos e flexibilizando a jornada de trabalho

À medida que ocorria a transformação digital para a continuidade dos negócios durante a pandemia, a cultura organizacional também precisou acelerar conceitos e práticas como a flexibilização da jornada de trabalho e métricas de produtividade. Para especialista da Robert Walters Brasil, empresa de recrutamento de alto nível, as mudanças impulsionadas pela pandemia precisam ser acompanhadas por culturas organizacionais mais voltadas para a experiência do colaborador.

“A abordagem das organizações está evoluindo para medir o desempenho com base no cumprimento de objetivos, não na quantidade de horas trabalhadas. Dessa forma, o tempo de inatividade pode ser reduzido e os funcionários podem fazer melhor uso de seu tempo. Ao promover a produtividade ao longo do tempo trabalhado, os funcionários podem ser criativos e ter melhores resultados”, comenta Richard Townsend, Country Manager da Robert Walters Brasil.

A pandemia mostrou que a produtividade não é afetada pela flexibilização da jornada de trabalho. Pesquisa do Gartner revelou que o trabalho remoto, inclusive, aumentou a produtividade dos colaboradores – sob a perspectiva dos próprios. Para aqueles funcionários que passaram a trabalhar mais em casa em 2020, 36% relataram aumento na produtividade, e 35% não sentiram mudança. A flexibilidade na jornada de trabalho foi o fator mais citado para maior produtividade, segundo 43% dos entrevistados.

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Além disso, de acordo com uma pesquisa global conduzida pelo The Workforce Institute, quase 45% dos 3.000 funcionários entrevistados disseram que levaria menos de cinco horas por dia para fazer seu trabalho se ele não fosse interrompido. Quase três quartos (72%) disseram que trabalhariam quatro dias ou menos por semana se o pagamento permanecesse constante.

Essa transformação na dinâmica de trabalho impulsionou tanto mudanças organizacionais, quanto as expectativas dos colaboradores sobre elas. Para Townsend, as organizações precisam se adaptar à nova realidade, olhando para sua cultura organizacional. Segundo o especialista, os colaboradores querem fazer parte de uma cultura organizacional que os inspire e motive.

A pesquisa do The Workforce Institute mostra que os colaboradores com uma forte conexão com a cultura da sua empresa são mais engajados.

“Hoje a gestão de pessoas tem um grande desafio na retenção e atração de talentos. Durante o trabalho remoto, é necessário manter a motivação, o comprometimento e a produtividade dos colaboradores”, disse Townsend. Hoje em dia as pessoas buscam não só uma boa remuneração, ele diz, mas também um trabalho com impacto social. Os colaboradores buscam, hoje, responder a pergunta: O que a empresa faz por mim?

Além disso, empresas com grandes culturas atraem os candidatos mais qualificados. As empresas precisam criar poderosas marcas de empregadores, que sejam consistentes com o que os funcionários vivenciam todos os dias na organização.

“Devemos entender que o mundo mudou. As empresas devem aprender a se adaptar e saber que o melhor caminho para a sustentabilidade e a diferenciação são as pessoas. Enquanto elas sentirem uma preocupação genuína com seu bem-estar, seu desempenho e comprometimento serão ainda maiores”, finaliza Townsend.

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