Soluções em Nuvem: oportunidades e desafios para a segurança de dados

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O crescimento da digitalização dos serviços em função da pandemia acabou colocando em evidência uma tendência que já estava em curso: o avanço da computação em Nuvem. Uma das vantagens mais evidentes neste contexto de distanciamento social é o trabalho integrado e a gestão remota das equipes em diferentes níveis da operação.

 Mais da metade do tráfego de dados no mundo hoje está baseado em Cloud Computing, segundo relatório da Netskope. E a tendência é que esse fluxo só cresça. As vantagens para as empresas que optam pelo formato em Nuvem são inúmeras.

 O aumento da agilidade no acesso aos dados, menor risco de perda de informações estratégicas e ganho de segurança cibernética estão entre os benefícios para as empresas que adotam a solução neste formato.

 Porém, há sempre o risco da cibersegurança. Ataques digitais dos mais variados tipos têm ocorrido em uma escala alarmante. Em 2020, os ciberataques cresceram mais de 350% no País. O número de ocorrências no primeiro semestre no Brasil ultrapassam os 2,6 bilhões, conforme levantamento da Fortinet. Não é coincidência que estes números tenham disparado durante a pandemia, justamente por este cenário mais desafiador que se configura.

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A aplicabilidade da cibersegurança nas corporações é bastante abrangente, mas existem algumas categorias gerais que ajudam a delimitar a questão. Dentre elas estão a gestão da Segurança da Informação, com políticas internas de proteção, programas adotados pela empresa e definição e acompanhamento de processos de segurança, bem como segurança de rede, que faz a segurança operacional garantindo os pilares da Segurança da Informação (integridade, disponibilidade, autenticidade e confidencialidade). Além disso, um ponto importante é a educação do colaborador, tendo o engajamento necessário para cumprir as políticas adotadas.

Um dos pontos mais frágeis quando se fala em cibersegurança é o componente humano. Nesse sentido, o gestor desempenha um papel fundamental: orientar os agentes para reduzir ao máximo as brechas da operação. Um dado importante do levantamento realizado pela Kaspersky que fundamenta essa impressão é que cerca de 46% dos incidentes de segurança são causados pelos próprios funcionários das empresas. Cerca de um terço das invasões registradas nas empresas são causadas por problemas como senhas fracas, chamadas falsas de suporte técnico e dispositivos infectados, como pendrives e cartões de memória. O principal fator que leva os colaboradores a falharem em relação aos processos de segurança digital é a tecnologia desatualizada oferecida pelas empresas, além do uso de dispositivos próprios no trabalho.

Por tudo isso, vemos que o cenário é uma oportunidade para as corporações investirem em reforço de suas infraestruturas, com times dedicados a melhorias e atualizações constantes dos sistemas. Com a migração massiva da hospedagem de informações em Nuvem, há a  facilidade da atualização automática dos sistemas. Sem falar na possibilidade do uso de Inteligência Artificial e softwares mais robustos para reforço da segurança digital.

Por Rafael Pina, diretor de tecnologia da Dígitro Tecnologia.

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