Rede privativa do governo é orçada em R$ 780 milhões

Em sua totalidade, a rede privativa do governo foi orçada em R$ 780 milhões. Contudo, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou durante participação no Grupo de Trabalho do 5G na Câmara nesta terça-feira, 9, que há espaço para até R$ 1 bilhão para o projeto, que inclui uma rede móvel para os órgãos do governo em Brasília e uma rede fixa (que terá pelo menos telefonia) segura para os demais estados.

“A ideia é que os servidores tenham um aparelho, que terá informações sensíveis, para garantir a segurança. A rede vai ser feita pelo setor privado, e quem vai operar também será o setor privado. Nos estados, a rede privada terá um telefone fixo, para permitir ligações sigilosas. A rede foi orçada em R$ 780 milhões e colocamos um teto de R$ 1 bilhão no seu gasto”, afirmou Faria.

Faria lembrou que essa infraestrutura de rede móvel terá uma extensão que atenderá basicamente a área do Plano Piloto de Brasília (que tem 435 km2). É onde funcionam os órgãos públicos do governo federal. A infraestrutura de comunicação segura pensada pelo governo também poderá atender o Congresso e os órgãos do Judiciário.

EAF

Conforme a Portaria 1.924/2021 do MCom, que instituiu a rede privativa e foi adotada pela proposta do edital do leilão de 5G aprovada pela Anatel, será constituída uma Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF) para gerenciar a limpeza do espectro com a migração da banda C para a banda Ku. E, conforme o edital, a EAF ficou responsável também por executar o projeto da rede privativa. A entidade será composta pelas proponentes vencedoras. Mesmo que o leilão não tenha ocorrido ainda e sequer se saiba quais serão essas proponentes, Fábio Faria afirmou que a modelagem do projeto com orçamento e gasto foram acordados “com Anatel e operadoras”. (Colaborou Marcos Urupá)

Fonte: Teletime