Porsche também se juntou à corrida espacial

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Embora a corrida ao espaço pareça um luxo desmedido, na realidade, poderá abrir muitas portas e possibilidades. Aliás, se para já estavam apenas envolvidas agências espaciais e milionários, parece que o leque de intervenientes vai alargar-se e a Porsche será a pioneira.

É verdade… A Porsche acabou de entrar na chamada corrida ao espaço e a sua presença poderá representar uma redução significativa dos custos.

Na sequência dos avanços em matérias espaciais e dos voos protagonizados por Jeff Bezos e Richard Branson, bem como o agendamento do de Elon Musk, a Porsche está a investir numa startup espacializada em satélites e foguetões. De acordo com o Financial Times, o investimento na Isar Aerospace surge como uma tentativa da fabricante de conseguir o acesso antecipado às tecnologias espaciais emergentes.

O primeiro foguetão da Isar Aerospace, o Spectrum, é um sistema de duas fases capaz de levantar mais de uma tonelada de carga para o espaço. A segunda fase deste é uma configuração concebida para levar as constelações de satélites até às suas órbitas. Apesar de não ser claro se os foguetões Spectrum serão efetivamente reutilizáveis, a empresa planeia que sejam.

A entrada da Porsche poderá aumentar a competitividade e, por essa razão, representar uma redução significativa do preço estabelecido para as viagens e lançamentos. No entanto, mesmo que a fabricante não esteja à altura do desafio, poderá trazer e desenvolver tecnologia espacial avançada e enriquecer esta nova indústria.

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Porsche investe na indústria espacial

Para dar cartas na indústria do espaço, a Porsche juntou-se a um novo grupo de investidores – HV Capital e Lombard Odier. Embora se trate ainda de uma startup, a sua ambição é extremamente elevada, uma vez que tenciona competir com a Blue Origin de Jeff Bezos e com a SpaceX de Elon Musk. O objetivo da fabricante é proporcionar uma forma de lançar satélites em órbita terrestre baixa menos dispendiosa.

Desde a sua fundação, a Isar Aerospace angariou cerca de 180 milhões de dólares e, além de não ser um valor muito elevado para o objetivo, ainda não realizou lançamentos. No entanto, em maio deste ano, a startup tornou-se a primeira empresa europeia a conseguir um contrato com a Agência Espacial Europeia (ESA), tendo recebido 13 milhões de dólares do governo alemão, para lançar dois satélites para a órbita terrestre baixa.

Estamos convencidos de que o acesso rentável e flexível ao espaço será um facilitador fundamental para inovações nas indústrias tradicionais, bem como para tecnologias e modelos empresariais novos e disruptivos.

Disse Lutz Meschke, um executivo da Porsche.

Embora a startup à qual se juntou a Porsche ainda tenha um longo caminho a percorrer para estar à altura das agências espaciais que conhecemos, devemos aguardar para ver o que dará efetivamente de si nesta corrida.

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