China afirma que população é livre para negociar bitcoin “por sua conta e risco”

36
Jornais estatais querem “abrir os olhos” de sua população sobre as terríveis desvantagens do mercado volátil e arriscado das criptomoedas (Imagem: Pixabay/RABAUZ)

Após uma grande menção sobre a possível repressão à negociação e mineração de bitcoin (BTC), porta-vozes do governo chinês agora publicaram uma série de relatórios que criticam os mercados cripto.

Grande parte das críticas da Agência de Notícias de Xinhua e da Televisão Central da China (CCT) focaram em contar à audiência sobre a “desenfreada” manipulação de mercado, citando exemplos anedóticos. É uma tentativa de dissuadir o público chinês de negociar criptomoedas.

Em seu artigo mais recente nesta quinta-feira (3), Xinhua até deu detalhes dos motivos pelos quais está “atacando” o mercado cripto.

Apesar de os porta-vozes do governo recomendarem que o público fique longe dos mercados arriscados e voláteis de criptomoedas, para garantir sua segurança financeira, admite que o estado também não considera a negociação de criptomoedas algo necessariamente ilegal.

“Se moedas virtuais, como o bitcoin, são tratadas como commodities virtuais que podem ser compradas e vendidas, então o público geral tem a liberdade de participar no comércio por sua conta e risco”, afirmou Xinhua no relatório.

Publicações Relacionadas

Porém, disse que continuará expondo projetos ou plataformas que atraem investidores do varejo ao promoverem criptomoedas como investimentos especulativos que podem enriquecer pessoas da noite para o dia.

A Televisão Central da China também publicou um vídeo nessa quarta-feira (2), em uma tentativa de educar o público sobre quão fácil é criar tokens em blockchain “do nada” e como diversos tipos de esquemas usam tais métodos para fraudar ingênuos investidores do varejo.

As mensagens contraditórias dos jornais estatais refletem a complicada postura da China em relação à indústria cripto.

Embora não haja uma lei específica que considera a venda, compra ou posse de criptoativos como crime, o Estado geralmente não quer que o público se envolva com os mercados cripto. É por isso que restringiu os serviços intermediários que atuam como “on-ramps” (que convertem fiduciárias em criptomoedas).

Na grande alteração de suas políticas em 2017, o Banco do Povo da China (PBoC) demandou que instituições financeiras e fornecedores de pagamentos não bancários parassem de atender clientes que negociassem cripto. Em seguida, a proibição eliminou canais on-ramp de corretoras cripto chinesas.

Desde então, investidores chineses de cripto dependem de mesas de mercado de balcão (OTC) para converter seu dinheiro. Essa tarefa se tornou mais complicada e arriscada desde 2020.

você pode gostar também