Brasil vai participar do Programa Artemis no retorno de humanos à Lua

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Nesta quinta-feira (15), Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), assinou acordo de cooperação que, agora, oficializa a participação do Brasil no programa Artemis, da NASA. A iniciativa da agência espacial estadunidense visa levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à superfície da Lua em 2024, e conta com a participação de diversas nações parceiras.

A cerimônia de assinatura do documento contou com Pontes, Todd Chapman (embaixador dos Estados Unidos), Carlos Alberto França (ministro das Relações Exteriores) e com o presidente Jair Bolsonaro, que agradeceu aos membros da NASA e ao governo dos Estados Unidos. Ele afirmou que “o acordo é um grande passo” e que “o Brasil está alinhado com o mundo ao firmar o compromisso”. Segundo o governo, o Brasil é o único país da América Latina a participar do programa até o momento.

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O presidente destacou também o potencial brasileiro: “o Brasil tem um potencial enorme e vai mostrar seu valor agora, neste grande acordo, neste projeto Artemis, não apenas para levar uma mulher ao espaço, mas o que nós podemos trazer do espaço para aplicarmos aqui na Terra”, disse. Contudo, a fala do presidente pode gerar um equívoco: o Programa Artemis levará a primeira mulher à Lua, e não ao espaço, pois mulheres já realizam viagens espaciais há décadas. Vale lembrar que a primeira mulher a ir ao espaço foi a cosmonauta Valentina Tereshkova, que voou para a órbita terrestre em 1963. Desde então, outras mulheres vêm participando de missões espaciais na órbita da Terra, bem como na Estação Espacial Internacional — mas, como somente astronautas homens foram à Lua, a NASA tentará levar a primeira mulher ao nosso satélite natural em 2024.

Durante a cerimônia, Pontes comentou que a entrada do Brasil no programa é um “pequeno passo” para o ministério, e um “grande salto” para o programa espacial nacional. Em sua fala, ele se referiu à célebre declaração do astronauta Neil Armstrong ao pisar na Lua com a missão Apollo 11. O ministro destacou também os benefícios da participação brasileira no programa: “haverá o engajamento de universidades, a preparação de novos pesquisadores, centros de pesquisa; serão oportunidades muito grandes à medida que o Brasil se aprofunda nesse programa”, afirmou. “Isso, finalmente, abre caminhos para os jovens”.

Por fim, o embaixador Chapman declarou esperar que o acordo inspire jovens brasileiros, e afirmou que “espera ver na lua a bandeira do Brasil ao lado da bandeira dos Estados Unidos”. Ainda não há previsão de investimentos por parte do governo brasileiro e, segundo Pontes, o Brasil irá participar dentro das possibilidades financeiras, sendo que não deverá usar recursos próprios.

Foi em 1969 que, durante a missão Apollo 11, os primeiros humanos pisaram na superfície lunar. Assim, por meio do programa Artemis, a NASA visa levar astronautas para lá novamente em 2024, além de estabelecer a presença humana sustentável e permanente em solo lunar. No ano passado, o ministro Pontes havia assinado, com Jim Bridenstine, então administrador da NASA, um documento que sinalizava a intenção brasileira de colaborar com o programa — colaboração essa que, agora, se torna oficial com a assinatura definitiva dos Acordos Artemis.

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